Sonho de exposição em Paris de Cruzeiro Seixas materializou-se na UNESCO

A inauguração da exposição “Cruzeiro Seixas – Teima em ser Poesia” reuniu dezenas de pessoas, incluindo a subdiretora-geral da UNESCO para a Ciência, Shamila Nair-Bedouelle, assim como o presidente do Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, e as delegações dos países lusófonos na UNESCO, já que se celebrou hoje o Dia Mundial da Língua Portuguesa.

A exposição com a curadoria de Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado, foi considerada pela pela embaixadora portuguesa como a “mais importante” do artista organizada fora de Portugal, reforçando a diversidade de Cruzeiro Seixas.

“2022 era uma oportunidade única para trazer a exposição a Paris, era um sonho que ele tinha e era importante. E anexar ao Dia Mundial da Língua Portuguesa que estamos a celebrar pela primeira vez este ano, foi uma oportunidade de ouro que todos nós agarrámos com imenso entusiasmo”, disse Rosa Batoréu, embaixadora de Portugal na UNESCO, em declarações à Agência Lusa.

“Cruzeiro Seixas representa uma diversidade ética e cultural fantástica. Tem esta ligação a África que tem a ver com a globalização, com o multiculturalismo e com o multilinguismo”, afirmou a diplomata.

Artur Manuel do Cruzeiro Seixas, nascido a 03 de dezembro de 1920, foi um dos principais representantes do Surrealismo português, um movimento artístico nascido nos inícios dos anos 1920, em Paris, que em Portugal se manifesta na década de 1940, e ao qual Cruzeiro Seixas, Mário Cesariny, Pedro Oom, António Maria Lisboa, Mário-Henrique Leiria, entre outros, aderiram.

O grupo apresentou, em Lisboa, em 1947, a primeira exposição d’Os Surrealistas, que desenham a sua obra a partir do sonho e da imaginação, sem qualquer imposição estética ou moral.

As comemorações do centenário do nascimento de Cruzeiro Seixas (1920-2020) culminaram em Lisboa, com a maior exposição do artista, reunindo 160 obras na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), entre dezembro de 2021 e fevereiro deste ano.

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