Sugestões de literatura. O que vale a pena ler em março

Março é mês de inúmeras novidades no que à literatura diz respeito. Entre apostas nacionais e internacionais, estas são as sugestões do Notícias ao Minuto

‘As coisas que faltam’, de Rita da Nova 

Manuscrito

“Quando tinha oito anos, Ana Luís pediu pela primeira vez para conhecer o pai. Era muito comum a mãe dizer-lhe que não a tudo – não, não podia ir para casa das colegas porque tinha de estudar; não, não podia comer gelados porque eram só gelo e açúcar. De todas as respostas negativas que estava habituada a receber, porém, aquela foi a que doeu mais.

Ana Luís cresce a sentir que lhe falta algo e que não pertence a lado nenhum. A convivência com a mãe, uma mulher fria e dominadora, aprisiona-a num lugar solitário. É na figura do pai que deposita todas as suas esperanças: ele é a peça do puzzle que falta e, quando o conhecer, a sua vida vai finalmente fazer sentido e sentir-se-á completa”.

As coisas que faltam, é o livro de estreia de Rita da Nova. 


© Manuscrito

‘Como educar crianças desafiantes’, de Laura Sanches

Manuscrito

Nunca ouvem, raramente obedecem e têm uma necessidade extrema de negociar tudo. Consegue identificar os seus filhos nesta descrição? Já perdeu a conta aos castigos e às ameaças a que tem de recorrer para se fazer ouvir? Então, este livro é para si e para todos os que, perante crianças “mandonas ou mimadas”, se sentem desorientados e a falhar.

Educar não tem de ser um fardo e muito menos uma luta constante, mesmo quando estamos perante uma criança controladora e que não se deixa cuidar. Neste livro, a psicóloga clínica Laura Sanches desconstrói o mito dos miúdos com ‘mau feitio’, a quem chama crianças alfa, e apresenta uma série de estratégias de empoderamento para que pais e cuidadores reclamem o papel de adultos responsáveis e capazes, em todas as fases da vida, desde a infância até à adolescência.


© Manuscrito
‘A nossa casa’, de Louise Candlish

Clube do Autor

Numa manhã luminosa, uma família muda-se para a casa que acabou de comprar. Nada a assinalar. Exceto quando entram na tua casa. O lar que não vendeste a ninguém… Fiona tem a certeza de que houve um engano quando chega a casa e se depara com estranhos no seu interior. Ela e Bram separaram-se de comum acordo e partilham, em semanas alternadas, a custódia dos filhos, mantendo-os na casa de família. Como é que aquela família entrou em sua casa? Fora vendida sem o seu consentimento?

Entretanto, o ex-marido e os filhos desapareceram sem deixar rasto e Fiona descobre o rol de mentiras em que estava enredada. Até que ponto conhecia bem o homem com quem se casou? E ela, que segredos guarda a sete chaves? Os segredos, o rancor e as mentiras perpassam por este thriller trepidante sobre um casamento e um par de vidas sacudidas por inimagináveis reações em cadeia. 


© Clube do Autor

‘Limpa’, de Alia Trabucco Zerán

Elsinore

Vinda do campo para a capital do país, Estela García encontra trabalho junto do abastado casal Jansen como criada de quarto e ama da sua filha recém-nascida, Julia. Considerado pela crítica um romance “eletrificante”, ‘Limpa’ é uma exploração dos sentimentos contraditórios e das complexas relações de poder que se estabelecem entre dois mundos diferentes unidos debaixo do mesmo teto.

Disponível a 20 de março. 

© Elsinore  

‘Até aos Ossos’, de Camille Deangelis

SUMA

Maren Yearly quer o mesmo que qualquer rapariga da sua idade. Tornar-se alguém que os outros admirem e respeitem. Ser amada. Mas Maren tem um segredo que a torna diferente, impulsos que não consegue controlar. E odeia-se pelas coisas más que o seu instinto a pressiona a fazer, por aquilo que causa a si e à sua família. 
 
Até aos Ossos é o livro que deu origem ao filme de sucesso com Timothée Chalamet e Taylor Russell.

© SUMA

‘Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu’, de Jennette McCurdy

Lua de Papel 

Jennette McCurdy tinha seis anos quando fez a sua primeira audição. A mãe queria torná-la uma estrela e ela não a queria desiludir, por isso sujeitou-se às restrições calóricas e a vários makeovers caseiros, entre ralhetes do tipo: “Não vês que as tuas pestanas são invisíveis? Achas que a Dakota Fanning não pinta as dela?” Até aos 16 anos era a mãe que lhe dava banho e tinha de partilhar com ela os diários, o e-mail e todo o dinheiro que recebia.

Em ‘Ainda Bem que a Minha Mãe Morreu’, Jennette narra tudo ao detalhe – e conta o que aconteceu quando o sonho – da mãe – de ser atriz, se realizou.


© Lua de Papel

‘Está tudo bem não estar tudo bem’, de Megan Devine

Alma dos Livros

Megan Devine aborda a dor que as pessoas enlutadas carregam (adicionada à dor da perda), de serem julgadas, despedidas ou mal-entendidas e contesta a ideia estabelecida de que deve regressar o mais rapidamente possível a uma vida “normal” e “feliz”, substituindo-a por um caminho intermédio.


© Alma dos Livros

‘A Cook’s Tour, Em Busca da Refeição Perfeita’, de Anthony Bourdain

Casa das Letras

Inspirado pela pergunta «Qual será a refeição perfeita?», o chef norte-americano iniciou uma busca pelo seu santo graal culinário e, no processo, virou do avesso a noção de «perfeição». Da Califórnia ao Camboja, passando por França, Portugal, Marrocos, Japão e Vietname, faz a crónica das aventuras imprevisíveis, à procura de comida verdadeira, autêntica e fresca, sem qualquer medo de se juntar aos locais e comer como estes.

Nas livrarias a 28 de março.

© Casa das Letras

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