Wet Bed Gang com "dois concertos únicos" em Portugal em 2023

O grupo, que editou em 2021 o álbum de estreia, “Ngana Zambi”, atua em 25 de fevereiro em Lisboa e no dia 04 de março no Porto, segundo a Everything is New, num comunicado hoje divulgado.

“Em 2023, ‘The Gorilleyez Tour’ traz dois espetáculos que prometem mais uma reivindicação do movimento Wet Bed Gang, introduzindo o projeto ‘Gorilleyez’, que pretende satirizar o contexto em que o animal era historicamente utilizado como arma de arremesso racista. O gorila chega agora na sua verdadeira roupagem, nobre e emancipada, através de histórias musicadas, que honram a tradição e erguem a bandeira da Wet Bed Gang o mais alto possível”, lê-se no comunicado.

Os Wet Bed Gang – Kroa, Gson, Zizzy e Zara G — juntaram-se em 2013. Os quatro cresceram juntos em Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, onde ainda vivem e têm um estúdio.

Em 2017, editaram o EP de estreia, “Filhos do Rossi”, uma homenagem a um dos fundadores do ‘movimento’ Wet Bed Gang, João Rossi, que morreu em 2014.

Em fevereiro do ano passado surgia “Ngana Zambi”, o primeiro álbum criado de raiz – “do primeiro ‘beat’ à última palavra” -, que conta com a colaboração do ‘kota’ Bonga na narração.

No álbum de estreia, como contaram em entrevista à Lusa no ano passado, os Wet Bed Gang rimam “muito sobre a atualidade”, tocando “em assuntos que não são confortáveis de se ouvir”. Já em termos sonoros, este álbum “é Wet”: “Quem é fã de Wet sabe que não temos um estilo de música, uma prateleira, fazemos o que nos sai da alma, e o álbum tem um bocadinho de tudo”.

Através da música que fazem, os Wet Bed Gang gostam de transmitir “a verdade”, algo que “hoje em dia é muito fácil de se esconder, pela maneira como dá para manipular factos”.

“Ngana Zambi”, uma edição de autor, é mais uma homenagem dos quatro a João Rossi, o ‘irmão’ mais velho que os incitou a começarem.

Desde que surgiram, os Wet Bed Gang têm somado milhões de visualizações nos vídeos que partilham no canal de Youtube do grupo, que tem 530 mil subscritores.

“Devia ir” conta com mais de 50 milhões de visualizações, “Não Sinto” com cerca de 31 milhões, “Aleluia” e “Bairro”, cerca de 20 milhões cada uma, “iNrresponsável” quase oito milhões e vários outros temas ultrapassam a barreira de um milhão, números fora do habitual para grupos portugueses.

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